quarta-feira, 30 de maio de 2012

Admirador

Cor, dança, flor, roda
saia, perna, pé e chão
dependendo até incomoda
ou pode trazer comichão

olhos de corsa, de jabuticaba,
toda ela curvas, toda curva calor
um calor que até atrapalha
o trabalho do trabalhador

Dançando a dança da chuva
chovendo na seca do norte
goteja seu eu e abusa
sotaque e tempero bem forte

queria eu ser profundo
queria falar das ideias
queria entrar no seu mundo
queria não ser só platéia
queria falar dos amores,
dos temores e das ambições
queria mostrar que as cores
são completas de emoções

queria, queria e queria
querer nem sempre é poder
me contento em não saber nada
me contenho só com o te ver

meus olhos que piscam, procuram
 me ajudam a imaginar
que a fazem rainha do reino
que eu crio lá no meu penar.

2 comentários:

  1. Paredes simétricas de alvenaria.
    Torrente numérico, lógos, argila.
    Doente sem médico, porta-abadia.
    Barrete de herméticas parvoarias.

    Ar

    Pouco

    Janela

    Iluminada

    Enlouquecedora

    Irrompe vida na aresta
    Ouço o canto da graúna.
    Desabrigado na cela,
    Despido pela araruna.

    A flor desabrocha no estio
    Da dança dessa morena.
    No esteio desabre o olor,
    Apenas desesperança.

    Sonhando em meus braços pequena
    E me perder em teu seio,
    Solitário assisto a cena.
    Sorrindo, a distância, anseio
    Perdido, em meio ao brio,
    Vejo a sombra, ando em roda
    Na angústia da açucena,
    Da flor cujo amor não veio,
    Do veneno que incomoda
    Trazido pelo vazio.

    Ainda apegado à lembrança
    Saído de meu torpor,
    Ainda que falte o ar,
    Ainda que fique louco,
    Ainda que dê em nada
    A minha visão sonhadora,
    Ainda sinto a magia,
    Sinto o gosto da canela
    Sem que haja o que nos una.

    ResponderExcluir
  2. admiradores..rs.
    seus poemas são sempre ótimos!

    ResponderExcluir