sexta-feira, 27 de maio de 2011

Não volte.

Não volte mais
não traga seu sorriso
acolhedor e sincero
que já ludibriou minhas emoções.

Não olhe mais
com seus olhos de cigana
que insistem em chorar
pelo leite que você mesma derramou.

Não finja que mudou
só para parecer mais atraente
como seu eu fosse me esquecer
tudo o que passou.

Eu sei que você sofre,
não acho que seja falso,
eu também sofro e,
não sei,
mas acho que essa é a melhor maneira de sofrer



Longe de você,
do seu sorriso,
dos seus olhos e
da sua aura que brilha
e que me faria facilmente mudar de ideia.
 
Mesmo eu sabendo que tudo isso é um erro.

Não há como permanecer por perto,
não há uma maneira segura de fazê-lo
não é tão simples.

Não haja como se fosse culpa minha,
como se eu quisesse tudo isso,
todo esse fel que não sai da boca,
dos olhos, das lembranças
e do leite que você derramou.

sábado, 14 de maio de 2011

Confusões

Era simples e bonito
era eterno e infinito
nem mais sei como estou
era doce e se acabou

não sei explicar o sentimento
é pura intuição
e só me devasta por dentro
traz indignação

de um lado é o cinismo
que me faz ter asco
a hipocrisia enfastia
e o leva para baixo

do outro a decepção,
já nem surpreende, não,
era pra ser o modelo
e não a oposição

sabe a história do cristal?
que depois que quebra não volta,
essa analogia passional
vem batendo a minha porta

Ah!..onde está o que era belo?
vejo que todos somos mortais.
me martirizo pelas faltas
e as vejo nos ancestrais.

O mundo me fez de um jeito
que eu me amarro num conceito
e tentando ser perfeito
vejo que sou o eleito.

A base, a estrutura se desfez.
e de certa forma venho a baixo
não quero ver que talvez
faça eu parte desse despacho.