domingo, 27 de março de 2011

Ofusca, fisga e fere.

A vida ainda seguia depois da tempestade
e era hora de encarar a nova realidade
tudo estava meio novo e diferente
mas os ares que sopravam
deixavam o passado mais presente

o fato foi se consumando
e de repente não era mais
de uma forma ou de outra
ia ter de ficar para trás

e num momento inesperado
cheio de superação
surgiu no meio escuro
uma ponta de iluminação

Luz daquelas que doem os olhos,
luz que ofusca e fisga fundo,
luz que é lume e também é breu,
luz que confunde Deus e o mundo.

O mundo ainda gira,
as coisas se encaminham
e o passado, se não é mais passado,
continua a influenciar.
A gente sempre pira,
mas pedras nos ensinam
que se elas estão na passagem
é porque a gente é quem tem que as tirar.

5 comentários:

  1. E se as pedras não forem obstáculos, mas sim um caminho? Ou, talvez, sejam preciosas, esperando adornar a passagem de quem tenha a sensibilidade de apreciá-las.

    Por que teme? O que sente? Por que sofre?

    O caminho é também o caminhante e o ato de caminhar, que devem estar em harmonia. Assim dizia o Tao.

    ResponderExcluir
  2. Depois de um comentário tão sábio como o do colega acima, só posso limitar-me a parafrasear o grande mestre do blues elétrico, Muddy Waters: "PEDRA QUE ROLA NÃO CRIA LIMO".

    Ou seria "pedra que rola não cria LUME"?

    ResponderExcluir
  3. HAHA!
    Adoro a aciduidade de vocês.
    é engraçado compartilhar minhas intimidades em plena web, tudo que está aqui é parte de mim, sou o mais genérica possível sempre.
    agradeço o elogio e me limito a responder que os medos só exporei em versos subjetivos..rs

    ResponderExcluir