quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Nua, Nu.

Tortuosamente reto e fácil
caminho certo e errado
cantando sempre o triste fado
ainda insisto em tentar

De estrutura frágil
traduzida em dança e prosa
de pele macia e gostosa
é só te ver para pecar.

Mil pessoas a minha esquerda,
muitas outras a minha direita,
muitas delas me interessam,
mas nenhuma há de apagar

tua cor, teu charme e tua marca
que ainda dói, ainda pulsa e ainda arde ao te ver passar.

Dança mulher! 
pisa e balança em cima desse corpo que é teu.
eu já não tiro nem os olhos, nem o corpo nem a alma da tortura que a vida me deu.
Jaguar, tu és uma fera.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Amar-Amaro

Amar-Amaro
por que amou por que a!mou
se sabia
p r o i b i d o p a s s e a r s e n t i m e n t o s
ternos ou desesperados
nesse museu do pardo indiferente
me diga: mas por que
amar sofrer talvez como se morre
de varíola voluntária vágula evidente?

ah PORQUE AMOU
e se queimou
todo por dentro por fora nos cantos nos ecos
lúgubres de você mesm (o, a)
irm(ã,o) retrato espéculo por que amou?

se era para
ou era por
como se entretanto todavia
toda via mas toda vida
é indagação do achado e aguda espostejação
da carne do conhecimento, ora veja

permita cavalheir(o,a)
amig(o,a) me releve
este malestar
cantarino escarninho piedoso
este querer consolar sem muita convicção
o que é inconsolável de ofício
a morte é esconsolável consolatrix consoadíssima
a vida também
tudo também
mas o amor car (o,a) colega este não consola nunca de núncaras. 

Carlos Drummond de Andrade


 Ah! mas é claro!
É por isso que nunca deu muito certo...
Incosolável de oficio.
É ferida aberta no céu dos meus dias.
Mas apenas nos dias em que eu não tiver, assim como essa, uma outra doce moléstia.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Florescer

Eu sorri e você sorriu.
Eu gostei e quis ficar a noite toda.
A Lua também sorriu.
Eu fui pra casa e sonhei com você.
Tinha coisas que eu tinha certeza que me deixariam muito triste.
Eu achei que choraria.
Eu só senti saudades de você.
Não é mais do jeito de antes.
Floresceram em mim tuas cores.
Ainda não desapareceu, mas já cicatrizou.

A zabumba mais bonita da cidade.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Não volte.

Não volte mais
não traga seu sorriso
acolhedor e sincero
que já ludibriou minhas emoções.

Não olhe mais
com seus olhos de cigana
que insistem em chorar
pelo leite que você mesma derramou.

Não finja que mudou
só para parecer mais atraente
como seu eu fosse me esquecer
tudo o que passou.

Eu sei que você sofre,
não acho que seja falso,
eu também sofro e,
não sei,
mas acho que essa é a melhor maneira de sofrer



Longe de você,
do seu sorriso,
dos seus olhos e
da sua aura que brilha
e que me faria facilmente mudar de ideia.
 
Mesmo eu sabendo que tudo isso é um erro.

Não há como permanecer por perto,
não há uma maneira segura de fazê-lo
não é tão simples.

Não haja como se fosse culpa minha,
como se eu quisesse tudo isso,
todo esse fel que não sai da boca,
dos olhos, das lembranças
e do leite que você derramou.

sábado, 14 de maio de 2011

Confusões

Era simples e bonito
era eterno e infinito
nem mais sei como estou
era doce e se acabou

não sei explicar o sentimento
é pura intuição
e só me devasta por dentro
traz indignação

de um lado é o cinismo
que me faz ter asco
a hipocrisia enfastia
e o leva para baixo

do outro a decepção,
já nem surpreende, não,
era pra ser o modelo
e não a oposição

sabe a história do cristal?
que depois que quebra não volta,
essa analogia passional
vem batendo a minha porta

Ah!..onde está o que era belo?
vejo que todos somos mortais.
me martirizo pelas faltas
e as vejo nos ancestrais.

O mundo me fez de um jeito
que eu me amarro num conceito
e tentando ser perfeito
vejo que sou o eleito.

A base, a estrutura se desfez.
e de certa forma venho a baixo
não quero ver que talvez
faça eu parte desse despacho.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Recomeçando.

De certa forma ela sabia que era positivo. Ao menos ela estava viva.
Viva por dentro. Viva para o amor.
Bem, mas não era tão simples assim, doía muito, esvaziava o dia.
Nossa! como ia ser continuar assim e viver ao mesmo tempo? Não, não ia passar, nada com a aquela intensidade passaria. Ela estava suavemente morrendo por dentro, da forma mais doce e cruel que poderia ser.
Que mais seria preciso? Pelo que mais ela passaria?...
Não, não ia assim facilmente, não ia passar.
Mas aí, como se fosse um daqueles Tsunami que devastam tudo, mas tem um fim, passou.
Deixou marcas, claro. Foi preciso reconstruir algumas coisas e ir refazendo tudo durante o percurso que ia se seguindo, mas passou.
Aí ela olhou pra trás. Viu que nem era a primeira vez que tudo parecia desabar e que ela era obrigada a reconstruir algumas coisas. Viu que da mesma forma como foi a primeira, foi a segunda, e quem sabe quantas vezes isso ainda aconteceria.
Bem, quando ela percebeu tudo isso ela começou a entender o que as pessoas querem dizer com "Experiências de vida" e todas as outras expressões que todo mundo fala.
É, ela estava vivendo. Até deu um alívio quando isso veio a mente. Agora era a vida dela, as escolhas dela e tudo ia ser de acordo com o que ela fizesse.
Bem, agora era hora de começar tudo de novo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Morena menina

Menina que trás melanina no seu andar
Menina que alucina e até faz chorar
quero te ver pequenina nos braços meus
e parar na esquina,
e até a ruína dizer que sou teu

Morena e malvada donzela
fica na janela a espreitar os amores
da cor da canela, ninguém é tão bela
te fazem perfeita bondosos rumores

O dia todo me vem a cabeça,
e mesmo pedindo para que me esqueça
me trás o anceio do seu sabor

seus olhos envolvem os meus
retorcem o meu bem-estar
fazem a vida mudar
e aquecem com seu calor

Emana cores e veste flores
o seu mundo é todo sensações
E dá pavores constrangedores
mostra-me um pouco das tuas paixões

Não foge agora e deixa de fora
essa tua preguiça de amar
já passa da hora, não vou embora
vem de pressa, vem se soltar.

terça-feira, 29 de março de 2011

Sem cor

Sabe quando você joga um líquido numa superficie lisa, tão lisa que esse líquido não adere e começa a se separar em gotas?..enfim, eu vou procurar uma imagem assim, por que eu não consegui explicar muito bem.

Então, imagina agora que as gotas são de tinta.
É muito chato tentar pintar um material que não é aderente, né?..a tinta não fixa, você tenta deixar tudo colorido e não fica.
Você tenta usar outros pincéis, você tenta usar outras cores...Não fica!
Você começa a derramar muita tinta pra deixar a coisa colorida por igual e simplesmente ela se recusa a colorir, ou ela fica lá do geito dela, meia bomba...
Ah!
Se não for a tinta certa nunca vai ficar colorido. Vai sempre ficar cinza.
Dá pra fazer poros ou ranhuras na superfície também, aí você deixa a  cor entrar e penetrar mesmo, mas isso dá trabalho e na verdade, isso gera uma porção de outras dores de cabeça.
Mas você não quer ter que lixar ou fazer novas cicatrizes. Você só quer que tudo fique mais colorido.
Sem mudar a superfície, para colorir, só usando outra tinta.
Sempre tem uma tinta certa também. Uma que só de por de leve já fica e deixa tudo mais bonito.
É, sabe o quie dá mais raiva?..Saber que você tinha essa tinta guardada e acabou jogando fora por não achar que fosse tão importante pra sua arte.
Bem feito, agora fica aí sem cor!

domingo, 27 de março de 2011

Ofusca, fisga e fere.

A vida ainda seguia depois da tempestade
e era hora de encarar a nova realidade
tudo estava meio novo e diferente
mas os ares que sopravam
deixavam o passado mais presente

o fato foi se consumando
e de repente não era mais
de uma forma ou de outra
ia ter de ficar para trás

e num momento inesperado
cheio de superação
surgiu no meio escuro
uma ponta de iluminação

Luz daquelas que doem os olhos,
luz que ofusca e fisga fundo,
luz que é lume e também é breu,
luz que confunde Deus e o mundo.

O mundo ainda gira,
as coisas se encaminham
e o passado, se não é mais passado,
continua a influenciar.
A gente sempre pira,
mas pedras nos ensinam
que se elas estão na passagem
é porque a gente é quem tem que as tirar.

segunda-feira, 21 de março de 2011

De olhos bem fechados

Ela estava radiante naquela noite, ou melhor, naquele dia todo.
Ela sempre estava radiante para ele.
Ela o viu e sorriu como sempre fazia. Sorriu um daqueles sorrisos que nos chamam pra sorrir com eles.
Ele sorriu, claro.
Ela foi e se perdeu no meio do mar de gente, mas eles logo se encontraram, eles sempre acabavam se cruzando, como algo que os puxassem pra perto um do outro.Quando ele a viu de novo estava tudo diferente. Ela mais brilhante e ele mais corajoso. Depois de toda a história e de todas as conversas racionais sobre um assunto tão irracional, depois de tudo, ele não podia mais aguentar. Ela não percebe que tudo o que acontece dentro dele só o faz ter mais certeza que o a chave do cofre, que a resposta para as perguntas e todas as metáforas da vida dele estão dentro dela, sob domínio dela e só ela pode liberá-lo dessa masmorra?...Não dava pra só facilitar e aceitar logo tudo? Sem jogo de gato e rato, sem lágrimas e desculpas, sem mentiras nem medos. Era só ela facilitar.
O pior é que o sorriso que era bonito ás 00:30 continuou bonito ás 02:00 e as 04:00 e até o fim da noite. Era mal, era egoísta, mas ainda era bonito, talvez o mais bonito, talvez só mais um, mas era mais um que não o deixava partir, que o fazia sempre se meter novamente naquele beco.
Talvez ela também não fosse ruim e nem egoísta, mas de fato não aceitava o que pra ele era simples: Amor!
Ah..a noite foi dificil..depois daí não tinha muito o que se comemorar. Ela foi dormir pensativa. Por que raios ele dizia coisas com as quais eles dois ja tinham prometido não mais mexer? Não fazia sentido. Pensando assim caiu no sono.
Não era justo, ela não conseguia aceitar o óbvio e quem passava as noites em claro era ele.
Ele se conformou e acabou dormindo também, do outro lado da cidade, como ela queria. Ele sabia que ainda ia abrir os olhos dela qualquer dia desses.

sábado, 12 de março de 2011

Facho de Luz.



Um facho de luz.
Um que traria a tona todas as cores,
um que mostraria a beleza das flores outra vez,
um que mostraria a beleza dos sorrisos outra vez,
um que mostraria a beleza dos sotaques e rostos outra vez,
não a beleza óbvia, a outra beleza, aquela,
aquela que ela já conhecia, mas não conseguia lembrar direito
Só um facho de luz.
 Luz da vida. Luz Lua ou de qualquer outro astro.
Foi isso que ela pediu antes de dormir,
e quando acordou, e quando viu uma estrela,
e quando derramou a lágrima e...
Ela não pedia, ela achava que não era coisa que se pedir.
Deus devia ter coisa mais importante pra fazer.
Ela mesma tinha.
Mas o coração dela pedia!..e nem pra ela pedir logo pra ele ficar mais aliviado..
Não. Ela não ia pedir.
Ele ia ter que aparecer. Sem avisar. E ofuscar os olhos dela.
Tá, agora só faltava ela tirar os óculos escuros...

domingo, 6 de março de 2011

A onda.

É o auge e é assustador
não por ser desconhecido,
por ser alto,
por ser o cume
É o ápice. É o topo.
E depois dele o que vem é inferior.
O medo é do depois,
o medo é do que acabo descobrindo ao descer.
Me elevo ao máximo e parte do que me faz subir é a crença de que realmente subirei,
de que estou subindo,
de que mereço isso.

O topo já me encantou.
Da primeira vez não deu medo,
me fez bem.
Todos acreditaram de tanto que eu mesma acreditava..rs..
Caí... Levantei... Olhei em frente e fui em direção ao topo.
Na verdade não há como não viver em busca dele.
Viverei de quê se não da busca incessante de uma superioridade.

Ouvi dizer que quanto mais perto do céus se chega, mais forte é a força que te puxa para as trevas.
Deve ser só isso então.

Não que esse céu e essas trevas sejam o que elas representam, falo de partes do ser. Nada de superior. A crise é interna.
Estamos sempre tendo de lidar com nossos monstros.
Quando nos sentimos perfeitos, quando está tudo indo bem, é quando nos deparamos com uma parte esquecida que ainda está dentro de nós.

Tem gente que vive dessa parte.
Eu tento não viver.
Se ela aparece as marcas são fortes.
As novas que acabar de deixar e todas as outras, de todos os antigos encontros.

Já viu um tsuname?
Antes de uma onda gigante tomar a praia, segundos antes, essa onda puxa toda a água da beira do mar pra si e depois joga tudo de volta. Joga a água que acabara de puxar e todo o resto. Não, não é todo o resto, mas é muita água.
É tipo isso.
O topo vem só pra mostrar em seguida que não há topo, ou vale, ou nada que seja eterno.
Ele vem, é sempre esperado e vem. Depois ele vai. Mas volta.
E é assim.
E eu até gosto. Mas tenho medo.

terça-feira, 1 de março de 2011

Depois que ela se foi

Foi conversado, foi acordado, foi consciente.
Os dois sabiam em que se meteriam daí pra frente.
Ia ter choro, peito apertado e lembrança insistente.
Ia dar medo, ia dar raiva e deixar descontente.

Mas foi assim. Tinha de ser. Ou era isso que eles pensavam.
E o pior é que depois que ela se foi e parou e pensou..Ele sabia que não ia ser mais fácil, nunca é fácil, de jeito nenhum, nem desse nem de outro. Porque é amor.

Ele sabia que ela encantava as pessoas, ele lembrava de quando foi fisgado, ele sabia que o jeito que era dela, só dela e de fato dela ia encantar outros corações... E ele que nunca entendeu direito o porquê de ser seu escolhido, que sempre imaginava qual seria a lógica das escolhas dela, que só agradecia por tê-la por perto não conseguia imaginar se ela se encantaria por outro alguém.
Ele sofria. Na verdade ele sabia. Ela sempre amava tudo. Ela sempre dava uma chance para que se mostrasse o lado bom.
Droga! ela já devia estar pronta para mostrar todo seu mundo para outro coração, assim como tinha feito tantas outras vezes, e como em todas ela se retiraria no melhor do jogo, para mostrar que o que é bom dura pouco. Ai ai..era sempre assim. Era por pouco tempo. Havia muitos apaixonados. Ela nunca se entregava.
É...é melhor partir pra outra. Acabou de um jeito torto mesmo. Ela já nem queria mais. Ela estava tão bem consigo mesma e nem fazia sentido insistir.
E ele pensou assim depois que ela se foi. Depois dela chegar e revirar tudo da noite pro dia. Depois de causar uma chaga num peito que só queria o bem. Ela era uma megéra. Ela nem merecia uma chance. Ela nem devia querer uma chance.

Depois que ela se foi ele pensou que o melhor era deixar o tempo levá-la para longe, ou para um lugar onde ele não a pudesse ver com tanta frequência. E foi assim que ele fez.

Ele só se esqueceu que ela não era ELA, era só ela. Uma menina que também sofreu, que tentou sorrir, que sentiu culpa. Ela estava lá. Também sentia ciúme de toda magia que estava a volta dele e que poderia encantar qualquer coração.
Ela sentiu saudades. Tentou se comunicar. Ela vivia um mundo novo, mas sempre com um pé na lembrança.

No fim, depois que ela se foi ficou CLARA a situação.
Um longe do outro sem muita explicação.



Tive um sonho...pensei nisso. Escrevi.
Espero que gostem.

Paz, Amor e Positividade.♥

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Novo horizonte

Chegou assim sem mais e adornou os dias e noites que eram olhos no horizonte.

Hoje lhes são todo ouvidos,os olhos que fitam encantados toda a singularidade de ser como és.

O lume no breu do meu céu dá uma ponta de alívio,
e mostra que o simples convívio é pura resolução.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Jogo

É um jogo. Um vai, joga e espera.O outro vai, analisa a jogada e joga em seguida.
O jogo é envolvente. O jogo prende a gente. A gente joga e se diverte sem querer saber quem ganha, afinal, todos sabem: o importante é competir!
Olhos atentos a próxima jogada. Qual será a tática usada? Quais as regras? E quem apita?
Bem, já é pedir demais!
A gente joga, a gente não pensa, nem usa tática, ou não repara nisso. A gente não sabe as regras e nem conhece o juiz. Talvez sejamos nós mesmos os juízes. É...somos nós.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cela

Entrar, sentar e falar.
devia ser só assim.
sem redondilhos maiores
só expor tudo enfim

Fato é que fico assim presa
dentro do bendito padrão
eu nado contra a correnteza
tentando achar a razão

Chega, eu já estou bem cansada da métrica. Já basta todos os moldes. Devo ter direcionado até meus pensamentos para  funcionarem numa escala padrão.
É, meu caro, eu tenho pensado bastante. Mais vale uma mente livre que duas presas num labirinto.
Tenho me surpreendido com as façanhas da cabeça humana, a minha pelo menos, não que ela siga lá muito as médias gerais, mas ultimamente tenho me surpreendido.
Engraçado como em um passe de mágica a gente se encanta por alguém, alguém que faz tudo ficar mais harmónico e colorido(aquelas coisas clichês que mesmo sendo de conhecimento geral sempre nos invadem durante as paixões).
Um sábio me disse uma vez que a "culpa" disso não é do encantados, mas sim dos encantadores, disse que as pessoas são fantásticas e tem uma porção de qualidades, não tem mesmo como não se encantar. Acho que ele estava ouvindo o canto da sereia quando disse isso...haha..Fato que ele devia estar encantado por alguém também, essas são palavras de uma mente que já se encontra enlaçada por algo inexplicável.
Porém no parar pra pensar eu sempre chego a conclusão de que esse é realmente o sentido. No dia em que eu não me encantar por nada as coisas perderão o sentido e deixaram de ser vitais.

Que eu sempre mergulhe nesses encantos
 e me perca em todos os cantos
 cantando que a vida só é vivida se de fato houver calor.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Novos ares

Vêm trazendo coisas novas,
mudando tudo que há,
revirando nossas covas,
gritando o que virá

Nossa vida tem mais cor,
minto, não é bem assim,
na verdade a cor mudou,
inflamou dentro de mim

o que antes era anil
hoje é forte escarlate,
pende para o estopim,
sentimento que maltrate

claro está tudo aí,
não é difícil de ler,
representação fatal
de um nítido viver

esses sentimentos vão,
pulam todos para o ar
e a forma de deter
é em letras transpassar

perdão por expor também
quem comigo vive aqui
dentro desse querer bem
que eu mostro para ti.

domingo, 13 de fevereiro de 2011


Oração ao futuro

Que dure o sorriso no rosto,
que esconda as dores da vida,
que alegre outros sorrisos,
que apague a mágoa vivida.

Que na aventura dos dias em que
 insistimos em respirar
se não pararmos de nos enganar
que não se desfaça o amor,
que ainda assim se tenha penhor
que tudo seja dificilmnte possível 
e instavelmente certo 

que as dores que causemos sejam também nossas
que possamos sorrir com as bossas
que mostrarem os furos no telhado.
Que nos tornem humanos melhores,
que melhorem nossa humanidade
que não matem as paixões atrozes
mas que venham com suavidade.