quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Exposta

Olha, pra quem nunca tinha se sentido assim eu to me saindo muito bem.

Quase não bebi,
ainda não me droguei,
álcool não conta, né?
Não conta na minha lei...

Tem as pessoas,
ah.. tem as pessoas.
Isso é sempre uma questão,
to passando umas boas.

E as músicas, isso é outra,
parece mentira, mas tudo é motivo,
até as que eu ouço pra chorar são suas,
em tudo estas tão vivo.

As ausencias, as penitencias, todas as minhas carências.
Eu nem ia mais escrever pra não ser cafona,
tudo que sai de mim é lamento,
Eu queria manter as aparências,
não queria que tudo isso viesse a tona.

Eu estava até a semana passada achando que tava tudo bem.
Essa semana eu já aceitei.
semana que vem eu ja superei
e na outra eu volto a chorar.

Não to valendo um vintém,
nem conheço o lugar onde me coloquei,
por mais que eu diga que melhorei
Eu volto a te procurar.

Já nem faz sentido te esconder nos meus versos,
é tudo sobre você, mesmo,
eu aqui andando a esmo,
tentando rimar sem dar pala,
sem expor minha ferida,
abraçando geral pra me sentir querida,
rondando na espreita, espiando sua vida,
Uma coitada vazia
que ri e quase acredita nessa fantasia.

Esse verso é pra sangrar,
pra expurgar,
pra me fazer parar de pensar,
pra deixar toda essa água rolar.

Tô trabalhando pra mais um dia não ser freguês,
se der ruim eu continuo pondo a culpa em 2016...