segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Novamente

Novamente.
Outra vez.
Cíclico.
Sempre.
Sorte.
Sina.
Mina.
Nós.


O que ela viu e gostou,
o que você sentiu e desgarrou,
o que estava jorrando e estancou,
agora vejo onde estou.

Tentando dominar os medos e desejos
tentou escrever suas noites tristes num papel de pão,
quis fingir que sofria pra não ter de sofrer
em meio a lampejos de futuros e passados festejos
Não saiu diferente da maldição.

Édipo tentou fugir.
Não rolou.

Em cada passo um pouco de tudo isso.

Novamente.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Nós e os nós.

Laços, nós, cegos, nós.

Uma chuva forte que a gente vê da varanda.
Melhor,
Uma chuva forte que a gente vê passar por cima da gente,
vê chegar.
Vê molhar.
Vê indo embora.

Mais um clichê,
mais de você,
muito além do que se vê.

Gotas pra molhar o chão fértil,
gotas pra fazer crescer flor,
gotas que não são só de chuva,
diversas gotas de amor.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Na ida e na vinda

Não vai crescer
não vai dominar
vai se transformar em admiração
vai ser lindo, linda.

Aí sim vai ser grande
vai me fazer grande
vai ser bela canção
vai ser na ida e na vinda.

Leve, um leve bom.

leve, deixe, se quiser, se puder, se for linda.



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Pequena

parecia forte
decidida
certa de tudo na vida

parecia taquara
que arqueia mas não apara
logo ela que dizia
que toda ferida sara

parecia que ia ser fácil
que não ia fisgar
que o sentimento de posse
não ia nos alcançar


parecia que isso seria suficiente
mas a gente combinou de não nivelar por baixo
de que adianta parecer ser grande
se tão pequena nos teus braços.

diante de mais um desengano só consegue-se chegar a conclusão de que de nada se pode ter certeza no meio da Neblina.