sexta-feira, 5 de junho de 2015

Posse

Todas as palavras,
todos os olhares e os pensamentos,
todas as risadas e espirros ,
tudo.
As senhas, as mensagens, as vontades e ressentimentos.

Sempre.

Uma vida.

Enche os olhos e esvazia o peito.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Mundos imaginários.

Talvez um dia o peito seja grande o bastante para guardar esse mar ,
talvez a água fique doce ,
talvez o vento sopre pro lado que não faz o cabelo voar no rosto e entrar no olho e na boca e ...
talvez seja só na nossa cabeça,
talvez não,
talvez não valha a pena,
não faça diferença,
não traga nenhum valor.

Cegueira de entrelinhas imaginárias,
era disso que ela precisava, 
precisava ser avulsa e obtusa,
ser justa e coerente.
Era pedir demais.
Foi até o ultimo andar pela escada de incêndio e disse pro vento:
-Sopra essa porra pro lado que você quiser! Mas para de soprar no meu peito! Por favor...

Ele soprou em tudo quanto foi lugar.
Ela percebeu que a na vida a gente é catavento, só não gira quando não é.