quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Nua, Nu.

Tortuosamente reto e fácil
caminho certo e errado
cantando sempre o triste fado
ainda insisto em tentar

De estrutura frágil
traduzida em dança e prosa
de pele macia e gostosa
é só te ver para pecar.

Mil pessoas a minha esquerda,
muitas outras a minha direita,
muitas delas me interessam,
mas nenhuma há de apagar

tua cor, teu charme e tua marca
que ainda dói, ainda pulsa e ainda arde ao te ver passar.

Dança mulher! 
pisa e balança em cima desse corpo que é teu.
eu já não tiro nem os olhos, nem o corpo nem a alma da tortura que a vida me deu.
Jaguar, tu és uma fera.


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